O cultivo do Shiitake tem chamado a atenção devido à acessibilidade na implantação desse cultivo e boa rentabilidade, onde muitos proprietários rurais têm encontrado nesse empreendimento uma fonte complementar de renda.

O Shiitake é um fungo que se alimenta pela decomposição da madeira, principalmente da celulose e a lignina O seu cultivo aqui no Brasil é feito utilizando-se toras de eucalipto como principal substrato. Cada espécie de cogumelo necessita de condições físico-químicas específicas para se desenvolver. Para cultivar o Shiitake, a temperatura ideal do ambiente deve estar em torno de 20 ºC a 25ºC e umidade relativa do ar com 75% a 95 %, dependendo do estágio de desenvolvimento. Para manter essas condições climáticas no cultivo faz-se necessário protegê-lo através de estruturas físicas adequadas. Desta forma, os efeitos climáticos não desejáveis serão minimizados, evitando a ação prejudicial nesse fungo, o que poderia ocasionar a baixa, ou a perda da produtividade.

O tamanho padrão das toras é de 1,0 metro de comprimento e 8,0 a 12,0 cm de diâmetro para facilitar a manipulação das mesmas. Devem-se fazer furos nas toras que serão preenchidas com a “semente-inóculo” do cogumelo Shiitake e em seguida os furos devem ser vedados com parafina derretida para proteger a “semente-inóculo” de contaminações. Esse processo é conhecido como inoculação.

Depois de inoculadas, as toras são empilhadas em forma de fogueira de São João para melhor utilizar o espaço.

A umidade relativa do ar na área de incubação deve estar em torno de 75 a 80%. As toras devem ser molhadas para manter a umidade e evitar o ressecamento demasiado da casca. A temperatura do ambiente no local de incubação deve estar entre 20ºC a 28ºC para um melhor desenvolvimento do micélio do Shiitake.

Após 6 a 7 meses de incubação, as toras já totalmente colonizadas pelo micélio do fungo devem ser estimuladas para induzir a emergência dos primórdios (brotos) e favorecer o desenvolvimento total dos cogumelos.

Para isso, as toras são submetidas ao choque térmico que consiste na imersão em água fria, permanecendo por um período de 18 a 24 horas.

Logo após o choque térmico, as toras são colocadas em pé, escoradas na parede ou em cavaletes. Nesse local, conhecido com área de frutificação os cuidados, as condições físicas (temperatura, umidade e aeração) devem ser cuidadosamente monitoradas para assegurar um ambiente o mais adequado possível para o desenvolvimento dos cogumelos.


A umidade relativa do ar no ambiente de frutificação dos cogumelos deve estar entre 85% a 95%. Para manter a umidade do local, recomendamos molhar as paredes e o chão. Dentro de 7 a 14 dias os cogumelos já estarão totalmente formados e poderão ser colhidos.

O cogumelo é colhido manualmente, sem o emprego de objetos cortantes. Os cogumelos devem ser embalados e mantidos na geladeira até a comercialização.

Após a colheita, as toras são novamente empilhadas na forma de fogueira, retomando-se a rega diária. Dentro de 60 dias, as toras podem ser submetidas novamente ao choque térmico e todos os procedimentos subseqüentes são realizados para obter uma nova colheita. Uma tora pode produzir em media 4 colheitas.

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